Tenho na minha mente a seguinte frase gravada “dependência afetiva só para estudos”.
Hoje sei que sou um livro a ser escrito, que posso reescrever minha história ou melhor reescrevo dia a dia incansáveis vezes se ela não estiver me levando na direção dos meus objetivos.
Se nao.me trouxer a paz os sonhos a fe constante no oeiximo nos dias melhores.
As páginas velhas manchadas pelo tempo me servem de lembretes para que não esqueça o quanto sou valorosa e o quanto lutei para me tornar um ser humano melhor.
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Concordo quando Érico Veríssimo diz: Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra mais tarde, quase sempre penso: Não era bem isto o que queria dizer.
Muitas vezes escrevi uma história que quando eu mesma lia me sentia povoada de sentimentos confusos ou mesmo sem esperança. Várias vezes escrevi histórias mal escritas por achar que meu livro merecia páginas manchadas de dor.
Quantos autores por aí que vivem o que vivi? Muitos se encontram sonolentos e cegos por uma história que nem eles mesmos acreditam mais.
Inúmeras vezes pensei que estava condenada a uma história repetitiva, que aquele era meu destino e estava enganada.
Descobri com o tempo que não poderia apagar uma vírgula mesmo que quisesse, porém poderia escrever novas histórias e que precisaria fazer a travessia que muitos autores já cansados da mesma narrativa fazem.
Com o tempo pude perceber que essa travessia não é confortável porque teremos que ler capítulo por capitulo dessa história para aprendermos com o que não gostamos a escrever histórias melhores.
Depois dessa travessia você aprenderá a escrever um novo livro baseado em sua própria história mal escrita. Aprenderá que podemos usar várias narrativas e não apenas uma. Entenderá que ás vezes você escreve quando não quer escrever e sua história fica sem vida e sem magia.
Observará que quando você esta muito ansiosa para terminar uma história terá que ter muito cuidado, pois esse momento irá decidir o capítulo final, há partes que você terá que eliminar personagens, pois não trazem mais significado para sua história.
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Hoje aprendi a escrever uma nova história e sou uma autora que motiva outros autores a fazer o mesmo. A nossa história só é bem escrita quando mudamos a forma de escrevê-la.
Hoje sei que não seria justo manter minha história guardada numa gaveta por vergonha da forma como foi escrita, capítulos manchados de lágrimas e dor. Compreendi que esse livro tinha que ser compartilhado para que outras pudessem ser motivadas a mudar a narrativa de sua própria história e não o abandonassem numa gaveta empoeirada e cheia de falta de esperança.
Agora estou ciente de que cada capítulo que alguém ler será um incentivo, que cada palavra servirá de ânimo e consolo dizendo que ela não esta sozinha e cada história mal escrita por mim que o leitor ler saberá compreender que a autora ainda não sabia escrever uma história mais feliz.
Se sua história foi mal escrita tenha consciência que você tem o poder de mudar a narrativa a qualquer momento e enche-la de magia e cor.
Em muitos momentos sua própria história lhe desafiará, em muitos desses momentos você terá que “deixar ir personagens” que já não trazem alma para ela, terá que traçar novos caminhos, ajeitar os pensamentos, sarar as feridas para continuar a escrever.
Olhe para sua história, revise seus rascunhos, adicione novas folhas e continue, somente você é capaz de dar continuidade a ela.
Somente você.
Oscar Wilde diz assim: Não há livros morais nem imorais. O que há são livros bem escritos ou mal escritos.



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