sábado, 14 de dezembro de 2013

FREIO NA LÍNGUA


Sempre fui uma pessoa cautelosa, mas freio na língua?
 Jamais! Falo o que penso e, às vezes, posso até me dar mal, mas sou sincera em tudo. 
Posso parecer irônica, mas o que penso acabo dizendo.
Já me disseram que pareço uma pessoa desiludida e sofrida, por falar o que eu acho a respeito de casamentos, noivados e afins. 
E quem me conhece realmente sabe que de sofrida e desiludida não tenho nadinha, sou é muito realista.

 E não é despeito, inveja ou coisa que o valha. Certos sentimentos e demonstrações de amor, são totalmente desnecessários. Coloque o mínimo nas redes sociais, porque por mais feliz que você esteja, o amor alheio é ridículo e suas manifestações idem.
É como o caso de casais (héteros ou não) que andam por aí de mãos dadas e pendurando-se um nos beiços do outro! Não sou pudica (nunca fui), mas ver pessoas em quase respiração boca a boca, digerindo-se em público, não é muito agradável. O que é agradável é fazer isso entre quatro paredes.

Aí me condenarão dizendo que é natural. Sim, meus queridos, soltar gases e ir ao banheiro também é natural, mas nem por isso já vamos abaixando as calças antes de adentrar no banheiro, mesmo TODO MUNDO sabendo o que vamos fazer lá dentro.

E quando se casa ou fica noivo no final de ano, é a confusão de datas, o presente que serve para duas ou mais ocasiões. Os pobres convidados que tem que se despencar de um estado ao outro, ou se dividirem nas festinhas enfadonhas de Amigo Oculto, de firmas...
Sem falar na vergonha alheia que nos apodera depois dos festejos, lembrar os micos dos que abusaram no álcool e choraram mais que os pais da noiva ou dançaram ragatanga no churrasco da empresa...
Final de ano com casamentos, noivados e festas de confraternização é o inferno de Dante na terra. 
É um tal de se ganhar o que não precisa ou o que não gostou e ter que fazer cara de empada.
É ouvir características que não tem nada a ver com a gente... ou ainda ter que usar salto e se vestir de paetês, tafetás e cetins (não sei porque teimam nisso) pra algum casamento de ocasião.

Portanto, sem cautela alguma ou freio na língua, oro pra que a Mega me saia e eu só volte depois dos festejos de Momo, porque carnaval também é o ‘cão chupando manga’!
Embora eu uma pobre mortal adore ja começo a ter  algumas restriçoes .
Pois é o tempo  nos da essa possibilidade :
Ver e rever muitas coisas  refletçao continua sobre nós mesmos.

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